O melhor Natal de minha vida

Seis, sete, talvez oito anos. Foi com esta idade que meus pais me apresentaram - ou melhor, tentaram - ao Bom Velinho. Na janela de um dos quartos do apartamento, meu pai gritou:
- Gustavo, Adriana, venham ver o Papai Noel!
Rapidamente eu e minha irmã fomos para a janela, mas o Bom Velinho já havia desaparecido. Não satisfeito, meu pai pegou nossas mãos e nos levou para rua, determinado a encontrá-lo. A busca, para nossa tristeza, não deu em nada.
Até o momento em que voltamos ao apartamento e vimos a árvore recheada de presentes. A singela e inesquecível artimanha de meus pais é a melhor lembrança que tenho do Natal. Não pelos presentes - que jamais deixaram de aparecer nas árvores natalinas de minha casa -, mas pela magia. Existente apenas para as crianças.
Saudade. Aos pobres adultos, paz e amor dos seus neste Natal.
Em tempo: Este blog, que nas duas últimas semanas cambaleia, pára até domingo.
Imagem via Stock.xchng.




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