quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

O (alarmante) avanço das igrejas e dos parlamentares no terreno das comunicações





Enquanto o mundo tira o pé, ainda sem saber como a vida vai ficar ou quais serão as verdadeiras conseqüências de mais essa reviravolta na economia, as igrejas do Brasil continuam vivendo nababescamente e num planeta bem diferente do nosso.

(...)

Isto, importante deixar bem claro, com a bênção dos nossos governantes, que às vezes reclamam da baixa qualidade das programações, mas jamais se atrevem interferir naqueles que poderão ser redutos de seus votos.

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Flávio Ricco. Na mesma linha, Luiz Egypto, por sua vez, aborda a intensa participação de parlamentares no controle de empresas concessionárias de serviços públicos.



Por que o fato é tão importante? Porque desde que foi instalada, a Subcomissão de Radiodifusão da Câmara, presidida pela deputada Luíza Erundina (PSB-SP) e com a relatoria a cargo de Maria do Carmo, bateu de frente com deformações historicamente cristalizadas no Congresso Nacional.

A mais evidente delas tem a ver com o desrespeito ao artigo 54 da Constituição Federal, que veda a participação de parlamentares no controle de empresas concessionárias de serviços públicos. E é mais do que conhecido o apetite de muitos deputados e senadores pelas concessões de radiodifusão, o chamado "coronelismo eletrônico".

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