Canarinhos empalhados
A famosa seleção canarinho foi um importante patrimônio nacional no século passado.
Quando Garrincha atropelou os russos sem a menor cerimônia em 58, abrindo caminho para a conquista da Suécia, a auto-imagem do brasileiro mudou de patamar. Foi uma dádiva bonita e poderosa do futebol para a identidade de um povo.
(...)
Mas esse tempo acabou. Buscar hoje emoção patriótica na seleção brasileira é um pouco como tentar esquentar um casamento agonizante. Frustração garantida. Mesmo que o time ganhe.
O espírito de epopéia encarnado na camisa amarela morreu. Deu o que tinha que dar – e foi muito. Agora virou assombração, um exercício estranho de idolatria com data de validade vencida. Da pátria em chuteiras só restaram as chuteiras – prateadas, afetadas, sem alma.

A continuação está no blog do Guilherme Fiúza – que tem toda a razão.






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