terça-feira, 17 de julho de 2007

CARGO VITALÍCIO


Aproveitando o gancho futebolístico, reproduzo abaixo um post do jornalista Juca Kfouri sobre a reeleição de Ricardo Teixeira para a presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), por mais sete anos:

Teixeira, 1/4 de século

Ricardo Teixeira, ao arrepio da lei, será eleito hoje para mais sete anos à frente da CBF.

Será seu sexto mandato consecutivo e, se chegar ao fim, ele completará nada menos do que 25 anos como presidente da entidade.

Baterá o recorde do ex-sogro, Joao Havelange.

A lei determina que todos os filiados da CBF tenham direito a voto, mas o estatuto da entidade determina que votem apenas as 27 federações estaduais e os 20 participantes da Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro.

Curral menor, como se sabe, é mais fácil para o coronel.

E como se desobedece a lei sem conseqüências?

Baseado no princípio constitucional da autonomia das entidades esportivas, interpretação maliciosa que há anos está para ser julgada no Supremo e até hoje nao teve solução.

Diz a Bíblia que sete anos são um período de vacas magras ou gordas.

Como os 18 anteriores foram o que foram, com a conquista de duas Copas e a instalação de duas CPIs, o que esperar dos próximos sete?”

Imagem: Reproduzida do Blog do Mário Alberto, recém-descoberto e incluído nos meus favoritos.

Legenda: Ricardo Teixeira, muito bem acompanhado: à direita, Eduardo Vianna (Caixa D'Água), presidente da Federação Carioca de Futebol. Já à esquerda, Eduardo José Farah, ex-presidente da Federação Paulista de Futebol.

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